Será defendida no dia 11 de dezembro de 2025, às 10:00 horas, por videoconferência, a Dissertação de Mestrado intitulada “Mitigação de Viés de Modelos de Aprendizado de Máquina de Governo Digital”, da candidata ao título de Mestre em Computação – Gabriela de Barros Coutinho.
Link para defesa: https://meet.google.com/byf-cpwe-opb
Mitigação de Viés de Modelos de Aprendizado de Máquina de Governo Digital
Resumo:
A crescente adoção de Aprendizado de Máquina (AM) no Governo Digital impõe o desafio crítico de equilibrar eficiência operacional com a equidade em decisões de alto impacto social. A literatura atual evidencia uma lacuna significativa entre os princípios éticos abstratos e a prática técnica, ou seja, na aplicação de práticas adotadas para tratamento de viés nos dados para construção de modelos baseados em aprendizado de máquina no escopo geral para o escopo de governo digital, carecendo de fluxos de trabalho auditáveis que orientem cientistas de dados na implementação de sistemas inteligentes justos.
Para preencher essa lacuna, esta dissertação propõe e avalia o Protocolo Experimental para Mitigação de Viés em Governo Digital (PEM-Gov). O método traduz a justiça algorítmica em um processo de engenharia sistemático estruturado em quatro fases: (i) definição do problema, que abrange o entendimento do contexto e identificação de riscos no problema abordado e em variáveis sensíveis; (ii) análise de modelos sem tratamento de viés; (iii) mitigação de viés, com a aplicação de técnicas de tratamento de viés na construção de modelos; e (iv) avaliação comparativa, focada na análise estatística de trade-offs.
O protocolo foi instanciado experimentalmente nas bases públicas COMPAS e HMDA, comparando 60 modelos gerados a partir de 3 algoritmos e 4 técnicas de mitigação. Testes de hipótese de Friedman, Nemenyi e Dunn-Bonferroni constituíram uma etapa importante do protocolo, promovendo a robustez técnica das escolhas. Os resultados indicaram ser possível obter uma melhoria na equidade (medida pela Equalized Odds Ratio) sem perdas estatisticamente significativas na performance global (Acurácia e F1-Score), especialmente com o uso de algoritmos não lineares, oferecendo ao setor público um caminho para uma IA mais responsável.
Resumo:
A crescente adoção de Aprendizado de Máquina (ML) no Governo Digital apresenta o desafio crucial de equilibrar a eficiência operacional com a equidade em decisões sociais de alto impacto. A literatura atual revela uma lacuna significativa entre os princípios éticos abstratos e a prática técnica, ou seja, na aplicação das práticas adotadas para o tratamento de vieses em dados para a construção de modelos baseados em aprendizado de máquina no âmbito geral ao âmbito do governo digital, havendo uma carência de fluxos de trabalho auditáveis para orientar os cientistas de dados na implementação de sistemas inteligentes justos.
Para preencher essa lacuna, esta dissertação propõe e avalia o Protocolo Experimental para Mitigação de Viés em Governo Digital (PEM-Gov). O método traduz a justiça algorítmica em um processo de engenharia sistemático estruturado em quatro fases: (i) definição do problema, que inclui a compreensão do contexto e a identificação de riscos no problema abordado e em variáveis sensíveis; (ii) análise de modelos sem tratamento de viés; (iii) mitigação de viés, com a aplicação de técnicas de tratamento de viés na construção do modelo; e (iv) avaliação comparativa, focada na análise estatística das compensações.
O protocolo foi implementado experimentalmente nas bases de dados públicas COMPAS e HMDA, comparando 60 modelos gerados a partir de 3 algoritmos e 4 técnicas de mitigação. Os testes de hipóteses de Friedman, Nemenyi e Dunn-Bonferroni constituíram uma etapa importante no protocolo, promovendo a robustez técnica das escolhas. Os resultados indicaram que é possível obter uma melhoria na equidade (medida pela Razão de Chances Equalizada) sem perdas estatisticamente significativas no desempenho geral (Acurácia e Pontuação F1), especialmente com o uso de algoritmos não lineares, oferecendo ao setor público um caminho para uma IA mais responsável.
Banca examinadora:
Prof.ª Flávia Cristina Bernardini, UFF – Presidente
Prof. José Viterbo Filho, UFF
Prof. Eduardo de Oliveira Andrade, BlueShift Brasil

Graduado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestrando em Computação.
Palestrante e Professor de Inteligência Artificial e Linguagem de Programação; autor de livros, artigos e aplicativos.
Professor do Grupo de Trabalho em Inteligência Artificial da UFF (GT-IA/UFF) e do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade (LITS/UFF), entre outros projetos.
Proprietário dos portais:
🔹 ia.pro.br
🔹 ia.bio.br
🔹 ec.ia.br
🔹 iappz.com
🔹 maiquelgomes.com
🔹 ai.tec.re
entre outros.
💫 Apaixonado pela vida, pelas amizades, pelas viagens, pelos sorrisos, pela praia, pelas baladas, pela natureza, pelo jazz e pela tecnologia.

