Muitos criticam a IA porque parece que perdemos algo essencial: aquelas variáveis sutis que só o especialista de anos consegue detectar e resolver com precisão. O programador que fareja bugs impossíveis, o engenheiro “sinistro” que resolve problemas de densidade e resistência sem precisar de integrais complicadas…
Eu estava em cima do muro, mas vamos a um exemplo simples e simbólico: imagine um mestre colorista, daqueles de antes da IA, que misturava tintas brancas, pretas e corantes primários para criar um magenta perfeito, um verde fluorescente ou um azul turquesa impecável. Ele sabia na intuição, no olfato, no toque.
Com a IA, ela (a máquina) entende combinações de cores melhor que muita gente – e mais rápido. O especialista perde espaço? Em tese, sim… mas isso realmente importa?
O Mestre Humano

O Que o Especialista Humano Traz de Único
O expert tem conhecimento tácito: aquele que não está em livros ou datasets. Ele sente quando algo vai dar errado – uma tinta que desbota no sol de Dubai, um bug que não aparece nos logs.
A IA chega perto, mas depende de dados. Inicialmente, o humano ajusta o que a máquina não viu: textura, umidade, lote específico de pigmento.
Mas Isso Importa Mesmo no Mundo Real?
Depende:
- Na maioria dos casos (90-95%): Não tanto. A IA entrega “bom o suficiente” mais rápido e barato. Empresas amam velocidade, não perfeição artesanal (exceto em luxo).
- Nos casos críticos: Sim! Aviação, medicina, restauração de arte, sistemas embarcados. Aquele 1% faz diferença entre sucesso e desastre.
A IA no Comando


A Tendência: Não Substituição, Mas Evolução
O especialista não some – ele muda de papel:
- Viramos curadores e refinadores da IA.
- A máquina sugere 50 magentas em segundos. O mestre testa, ajusta no mundo real e dá feedback ao modelo.
- Resultado? Processo 10x mais rápido e final melhor que antes.
No exemplo da tinta (ou do código): quem abraça a IA cria turquesas (ou soluções) melhores que qualquer um no passado.
O Confronto (ou Colaboração)
(Uma comparação direta humano vs. máquina.)

Conclusão
O conhecimento tácito humano ainda importa – mas está sendo amplificado pela IA. Quem resiste vira peça de museu. Quem adapta sobe de nível: percebe o que a máquina não viu, define o “perfeito” e inova além dos dados.
E você? Trabalha em área técnica e sente essa tensão? Comenta aí!

Graduado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestrando em Computação.Palestrante e Professor de Inteligência Artificial e Linguagem de Programação; autor de livros, artigos e aplicativos.Professor do Grupo de Trabalho em Inteligência Artificial da UFF (GT-IA/UFF) e do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade (LITS/UFF), entre outros projetos.
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💫 Apaixonado pela vida, pelas amizades, pelas viagens, pelos sorrisos, pela praia, pelas baladas, pela natureza, pelo jazz e pela tecnologia.
