Os Recursive Language Models estão redefinindo o jogo da IA generativa, permitindo decomposições programáticas que superam scaffolds tradicionais. Mas e se aplicarmos princípios semelhantes à geração de relatórios de pesquisa profundos? O paper sobre AgentCPM-Report revela que intercalar drafting com deepening – em vez de fixar um outline inicial – permite que modelos menores refine dinamicamente o conteúdo, capturando insights emergentes que outlines rígidos simplesmente perdem.
Esse estudo detalha o framework WARP, uma política que espelha o processo humano de escrita, alternando entre rascunhos baseados em evidências e aprofundamentos guiados por raciocínio. Com um agente de apenas 8B parâmetros treinado via estratégia multi-estágio – começando com cold-start, passando por RL em habilidades atômicas e culminando em pipeline holístico –, o sistema gerencia aquisição de informação em larga escala e síntese analítica sem depender de modelos fechados ou online, superando benchmarks como DeepResearch Bench em métricas de insight.
Em certas empresas, o consenso ainda martela o paradigma plan-then-write como o caminho seguro para consistência em agents de IA, com equipes priorizando fluxos lineares com outlines pré-definidos para evitar caos. Eles podem estar errados ao subestimar como essa rigidez bloqueia refinamentos iterativos, resultando em outputs superficiais especialmente em cenários abertos, onde o WARP prova que dinamismo eleva a qualidade sem escalar parâmetros desnecessariamente.
Para equipes de engenharia, isso traduz em arquiteturas mais leves: integre WARP em pipelines locais para rodar deep research on-device, cortando custos de cloud e mitigando riscos de privacidade em dados sensíveis. Em negócios, facilita automações como consultorias profundas ou relatórios analíticos, onde insights emergentes viram vantagem competitiva, tudo rodando em hardware acessível sem sacrificar performance.
Vale repensar: se outlines fixos limitam tanto, por que não adotar interleaving em seus workflows de IA? Como isso impacta sua abordagem a relatórios gerados por LLM?
https://arxiv.org/pdf/2602.04601

Graduado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestrando em Computação.Palestrante e Professor de Inteligência Artificial e Linguagem de Programação; autor de livros, artigos e aplicativos.Professor do Grupo de Trabalho em Inteligência Artificial da UFF (GT-IA/UFF) e do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade (LITS/UFF), entre outros projetos.
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